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Especialistas defendem ciência espacial contra mudança climática

Especialistas defendem ciência espacial contra mudança climática

por Anabela Saraiva -
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Seul, 12 out (EFE).- A ciência espaciogia é uma importante ferramenta na luta contra a mudança climática, além de motor de crescimento através da cooperação internacional, segundo as ideias defendidas no 60º Congresso Internacional de Astronáutica, que começou hoje na Coreia do Sul com a participação de 3 mil especialistas
O presidente da Federação Internacional de Astronáutica (IAF, em inglês), Berndt Feuerbacher, disse na inauguração que, apesar das dificuldades econômicas, ficou comprovado que a indústria espacial provou ter um grande potencial e pode contribuir ao crescimento sustentável.Além disso, destacou a importância da ciência espacial para combater a mudança climática, e para isso pediu cooperação entre os organismos presentes, informou a agência "Yonhap".

Feuerbacher lembrou o papel cada vez mais importante dos satélites para controlar os níveis de CO2 na atmosfera terrestre e outros gases do efeito estufa, assim como a necessidade de cooperar e compartilhar informação neste sentido.A cidade sul-coreana de Daejeon reunirá durante cinco dias importantes cientistas, empresários e representantes de Governos das principais potências espaciais e dos novos países emergentes.

Entre os presentes, estão os diretores das principais agências espaciais do mundo, como a Agência Espacial Europeia (ESA), a americana Nasa, a russa Roscosmos, a japonesa Jaxa, a chinesa CNSA e a indiana ISRO.Este encontro é o mais importante do campo da ciência aeroespacial e, este ano, estará orientado a oferecer ideias sobre a luta contra o aquecimento global, para promover o uso civil do espaço e promover a cooperação.

Na cerimônia de inauguração, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, fez hoje uma chamada à comunidade internacional para cooperar no desenvolvimento espacial, depois que seu país conseguiu lançar seu primeiro foguete no mês passado, com ajuda russa.A Coreia do Sul e seu Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia (Kari, em inglês), propuseram hoje a criação de um grande grupo regional Ásia-Pacífico para aumentar a cooperação em matéria espacial e que tem a intenção de estender seus laços à América Latina e À África.

No mês passado, a Coreia do Sul deu os primeiros passos de seu programa espacial de foguetes ao lançar o "Naro-1", que foi qualificado como "um êxito médio", já que não conseguiu pôr em órbita o satélite que levava.A Coreia do Sul conta com a cooperação da Rússia, que contribuiu para a construção do "Naro-1" em seu programa espacial, mas espera poder construir seus próprios foguetes até 2018 e enviar uma sonda à Lua em 2025.


O satélite natural da Terra será uma dos temas presentes no encontro, depois que na sexta-feira passada a Nasa conseguiu realizar um impacto controlado em uma cratera do pólo sul lunar para provar a existência de vapor de água.


Esta missão é similar à "Chandrayaan-1", que a Índia realizou durante o último ano e que provou a existência de água na Lua, graças à cooperação americana, no mês passado.


Com um objetivo a longo prazo, as grandes economias emergentes da Ásia, China e Índia querem também se unir na conquista da Lua, com o objetivo de estabelecer bases permanentes no futuro e realizar a exploração de recursos, como o hélio-3, um composto que poderia ser vital para a fusão nuclear.


O cada vez maior protagonismo da Ásia na pesquisa espacial ficou demonstrado com aimportância crescente da China, que enviou seu primeiro homem ao espaço há seis anos e, em 2008, realizou seu primeiro passeio espacial.

Assim, o presidente da IAF pediu para aumentar a cooperação internacional e indicou que os países que ainda têm um programa espacial em suas primeiras fases podem fazer valer as áreas nas quais são pioneiros.


Feuerbacher deu como exemplo a Coreia do Sul e sua importância no setor das tecnologias da informação, e lembrou que os problemas de financiamento, como os que aparecem em épocas de crise, fomentarão a colaboração internacional. EFE